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AUDIOMETRIA

A audiometria é um exame simples, indolor e essencial para avaliar a saúde auditiva, analisando tanto a capacidade de ouvir sons quanto de compreender a fala.

Realizada por fonoaudiólogo em cabine acústica, com o uso de fones de ouvido, é dividida em duas etapas:

  • Audiometria Tonal
    Avalia a percepção de sons em diferentes frequências e intensidades, identificando se existe perda auditiva.

Quando presente, determina:

O tipo (condutiva, neurossensorial ou mista);

O grau, definido pela menor intensidade sonora percebida, medida em decibéis (dB).

  •  Logoaudiometria (Audiometria Vocal)
    Avalia a compreensão de palavras em diferentes intensidades, sendo fundamental para um diagnóstico preciso e para a adaptação adequada de aparelhos auditivos.

Na Ressoar Aparelhos Auditivos, o exame é realizado a partir dos 4 anos de idade.

A audiometria é indispensável para o diagnóstico, acompanhamento e monitoramento da audição em todas as fases da vida.

IMITANCIOMETRIA

A imitanciometria é um exame rápido, indolor e não invasivo que avalia o funcionamento da orelha média, sendo essencial para complementar a avaliação auditiva.

Ela é composta por duas etapas:

  • Timpanometria
    Avalia a mobilidade do tímpano e dos ossículos, identificando alterações como presença de líquido, mudanças de pressão ou disfunções na orelha média.
  • Reflexo Acústico
    Analisa a contração do músculo estapédio, que ajuda a proteger o ouvido contra sons intensos e auxilia na investigação de possíveis alterações auditivas.

Na Ressoar Aparelhos Auditivos, a imitanciometria é realizada a partir de 1 ano de idade.

É um exame seguro, simples e fundamental para o diagnóstico e acompanhamento da saúde auditiva.

APARELHOS AUDITIVOS

Os aparelhos auditivos são dispositivos eletrônicos desenvolvidos para auxiliar pessoas com perda auditiva a ouvirem melhor. Eles captam os sons do ambiente, amplificam e processam essas informações, direcionando-as ao canal auditivo com mais clareza.

O uso adequado do aparelho auditivo melhora significativamente a qualidade de vida, favorecendo a comunicação, a interação social e a segurança no dia a dia.

Principais tipos de aparelhos auditivos

A escolha do modelo depende do grau de perda auditiva, anatomia da orelha, estilo de vida e preferência do usuário.

Modelo Nome Completo Localização Características
BTE Behind The Ear Atrás da orelha Indicado para praticamente todos os graus de perda auditiva. Pode ser adaptado com molde de acrílico ou silicone.
RITE / RIC Receiver In The Ear / Receiver In Canal Atrás da orelha, com receptor dentro do canal auditivo Mais discreto e confortável que o BTE tradicional, mantendo excelente qualidade sonora.
ITE In The Ear Encaixado na concha da orelha Modelo personalizado que ocupa a parte externa da orelha.
ITC In The Canal Parcialmente dentro do canal auditivo Menor que o ITE, oferecendo maior discrição estética.
CIC Completely In Canal Profundamente dentro do canal auditivo Modelo pequeno e bastante discreto, praticamente invisível quando utilizado.

 

️ Modelos intra-aurais (ITE, ITC e CIC) possuem limitações de indicação. Geralmente são recomendados para perdas auditivas até grau moderado e para pacientes que não apresentam conduto auditivo estreito, excesso de cerúmen ou histórico frequente de otites.

Tecnologia Atual

Os aparelhos modernos são digitais e programáveis, ajustados de forma personalizada conforme a necessidade auditiva de cada paciente.

Podem incluir recursos como:

  1. Conectividade Bluetooth com celular e acessórios;
  2. Geradores de som para auxílio no controle do zumbido;
  3. Modelos recarregáveis ou com pilhas tradicionais.

A avaliação audiológica é essencial para indicar o modelo mais adequado e garantir adaptação confortável e eficaz.

TREINAMENTO AUDITIVO

O treinamento auditivo é uma terapia fonoaudiológica que estimula a neuroplasticidade, ajudando o cérebro a processar melhor os sons e a compreender a fala com mais clareza, especialmente em ambientes ruidosos.

Entre os benefícios estão:

  • Melhora da compreensão da fala;
  • Redução do esforço auditivo;
  • Aprimoramento da memória auditiva e da localização sonora.

É indicado para crianças com dificuldades escolares, pessoas que têm dificuldade de entender conversas no barulho, pacientes com perda auditiva (com ou sem aparelhos auditivos) e idosos.

Na Ressoar Aparelhos Auditivos, a fonoaudióloga é especializada em Treinamento Neurocognitivo, oferecendo uma abordagem ainda mais completa e direcionada para potencializar os resultados.

O Treinamento Auditivo Neurocognitivo (TAN) é um método fonoaudiológico que integra o desenvolvimento das habilidades auditivas com a estimulação das funções cognitivas.

Além de trabalhar habilidades auditivas como fechamento auditivo e localização sonora, o TAN também estimula:

  • Memória
  • Atenção
  • Funções executivas

Seu objetivo é melhorar a compreensão da fala e a comunicação de forma mais ampla e eficaz.

Diferente do treinamento auditivo tradicional, o TAN tem foco direto na neuroplasticidade cerebral, utilizando atividades estruturadas — muitas vezes computadorizadas — ajustadas ao nível de atenção e à carga cognitiva de cada paciente.

É um método eficaz no tratamento do Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC) e pode ser aplicado em todas as idades — crianças, adultos e idosos — inclusive em pessoas com perda auditiva, utilizem ou não aparelhos auditivos.

AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL (PAC)

O Processamento Auditivo Central (PAC) refere-se ao conjunto de habilidades neurais responsáveis por analisar, discriminar, organizar e interpretar os estímulos sonoros recebidos pelo sistema auditivo.

Enquanto a audiometria avalia a detecção do som (ouvir), a avaliação do PAC investiga como o cérebro processa essa informação.

As principais habilidades auditivas avaliadas incluem:

  • Localização e lateralização sonora
  • Discriminação auditiva
  • Figura-fundo para sons verbais
  • Memória auditiva sequencial
  • Ordenação temporal
  • Resolução temporal
  • Fechamento auditivo

Alterações nessas habilidades podem comprometer o desempenho acadêmico, a comunicação e a organização linguística, mesmo em indivíduos com limiares auditivos dentro da normalidade.

A investigação do PAC é indicada quando há queixas relacionadas a:

  • Dificuldade em compreender fala em ambientes ruidosos
  • Baixo rendimento escolar sem causa pedagógica evidente
  • Dificuldades no processo de alfabetização
  • Alterações na organização da linguagem oral
  • Trocas fonêmicas persistentes
  • Dificuldade para seguir instruções auditivas complexas
  • Memória auditiva reduzida
  • Necessidade frequente de repetição

A avaliação é frequentemente solicitada por fonoaudiólogos, psicopedagogos, neurologistas, otorrinolaringologistas e escolas.

A Avaliação do PAC é realizada em cabine acústica, por meio de bateria de testes comportamentais padronizados, selecionados conforme:

  • Faixa etária
  • Queixa clínica
  • Presença ou ausência de perda auditiva

É imprescindível a apresentação de Audiometria e Imitanciometria recente.

A identificação precoce das alterações no processamento auditivo permite:

  • Direcionamento para Treinamento Auditivo Acusticamente Controlado
  • Intervenções terapêuticas individualizadas
  • Orientações específicas para família e escola
  • Adequações pedagógicas quando necessárias

O diagnóstico adequado contribui para melhora do desempenho acadêmico, da comunicação funcional e da qualidade de vida.

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